“Amar e mudar as coisas me interessa mais”, entoa um dos mais ilustres filhos da cidade de Sobral, Belchior, na música “Alucinação”. Ratificando a máxima do cantor e compositor cearense estão as experiências e histórias de vida de formandos presentes na solenidade de colação de grau do Campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) no município, realizada nessa quinta-feira (25).
Com o apoio de pessoas queridas para a conquista de um diploma de ensino superior, os formandos evidenciaram o poder da educação para a transformação social da realidade em que vivem. Colaram grau 173 concludentes dos cursos de Ciências Econômicas, Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica, Finanças, Música, Odontologia e Psicologia.
AMAR – Quem teve no amor um suporte para a caminhada rumo ao diploma foi o jovem Edenio Costa, que se graduou no curso de Engenharia Elétrica. Natural de Picos, no Piauí, o concludente destacou o empenho familiar para que seguisse os estudos. “Meus pais me deram muito apoio e espaço para seguir estudando. Graças a Deus e muito esforço deles não chegamos a passar necessidade, mas sempre busquei ajudar, trabalhei e estudei ao mesmo tempo para ficar complementando a renda”, afirmou.

Para Edenio, chegar à linha final de uma graduação fez parte de um empreendimento coletivo. “Estar colando grau não é somente a questão do estudo e de ter um título, mas significa também um esforço dos meus pais de não terem desistido e de terem batalhado para que eu chegasse até aqui”, comentou.
Veja outras imagens da colação de grau em Sobral no Flickr da UFC
Atravessar um oceano e ir a outro continente foi o trajeto de Sergius Sogbossi para tornar-se odontólogo. Celebrando a formatura ao lado da namorada cearense Ana Crisleyde, o estudante natural de Benim, na África, encontrou na UFC uma carreira e um amor. “Sabia que o curso de Odontologia de Sobral era destaque nacional e eu quis realmente vir pra cá e me formar em um curso desse nível. A gente está em um mundo muito aberto ao intercâmbio de conhecimentos, e acredito que essa troca entre Brasil e Benim é boa nos dois sentidos. Foi bem difícil ficar longe da família por cinco anos, mas consegui chegar até o final e realmente fico grato pela oportunidade”, disse.


